Boletos vencidos a partir de R$ 100 podem ser pagos em qualquer banco

 

Fonte: Agora RN

Os boletos com valor a partir de R$ 100, mesmo vencidos, poderão ser pagos em qualquer banco. A medida faz parte da nova plataforma de cobrança da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que começou a ser implementada em julho do ano passado. O serviço está funcionando desde o sábado, 13.

Para serem aceitos pela rede bancária, em qualquer canal de atendimento, os dados do boleto precisam estar registrados na plataforma. Segundo a Febraban, os clientes que tiverem boletos não registrados na Nova Plataforma, rejeitados pelos bancos, devem procurar o beneficiário, que é o emissor do boleto, para quitar o débito.

O novo sistema permite o pagamento em qualquer banco, independentemente do canal de atendimento usado pelo consumidor, inclusive após o vencimento, sem risco de erros nos cálculos de multas e encargos. Além disso, segundo a Febraban, o sistema traz mais segurança para a compensação de boletos, identificando tentativas de fraude, e evita o pagamento, por engano, de algum boleto já pago.

As mudanças estão sendo feitas de forma escalonada, tendo sido iniciada com a permissão para quitação de boletos acima de R$ 50 mil. Entretanto, em junho deste ano, após dificuldades de clientes para pagar boletos, a Febraban alterou o cronograma.

A previsão inicial era que a partir de 21 de julho deste ano fossem incluídos os boletos com valores a partir de R$ 0,01. A expectativa era de que em 22 de setembro o processo tivesse sido concluído, com a inclusão dos boletos de cartão de crédito e de doações, entre outros. Pelo novo cronograma, os boletos a partir de R$ 0,01 serão incluídos a partir do próximo dia 27 e os boletos de cartões de crédito, doações, entre outros, no dia 10 de novembro de 2018.

Segundo a Febraban, apesar de o sistema passar a processar documentos de menor valor, com volume maior, os bancos não preveem dificuldade na realização dos pagamentos, com base nos testes feitos nas fases anteriores. Com a inclusão e processamento desses boletos no sistema, a Nova Plataforma terá incorporado cerca de 3 bilhões de documentos – aproximadamente 75% do total emitido anualmente no país. Nas próximas fases, serão incorporados 1 bilhão de boletos de pagamento.

A Febraban lembra que a nova plataforma é resultado de uma exigência do Banco Central, com incorporação de dados obrigatórios, como CPF ou CNPJ do emissor, data de vencimento, valor, além do nome e número do CPF ou CNPJ do pagador.

Após atropelar e matar criança de 1 ano, jovem é espancado até a morte em Natal

 

Fonte: G1

Um jovem foi espancado até a morte após atropelar e matar uma criança de 1 ano e 4 meses no bairro Nazaré, em Natal, na noite de sexta (12).

De acordo com a Polícia Civil, o motociclista – identificado como Mateus Miranda do Nascimento, de 18 anos – estava empinando a moto pela Avenida Lima e Silva quando, próximo à Travessa Vila Viana, perdeu o controle do veículo e atropelou a criança. Kauan Henrique estava com a mãe no momento do acidente e morreu na hora.

Ainda segundo informações da polícia, o motociclista tentou fugir do local do acidente correndo, mas foi pego por populares que o espancaram até a morte. O jovem ainda levou uma facada no peito.

De acordo com o delegado Rysklyft Factore, os responsáveis pelo linchamento ainda não foram identificados, mas pelo menos cinco pessoas participaram do crime. Mateus Miranda não tinha passagem pela polícia.

Esse é o segundo caso de linchamento em Natal em dois dias. Na quinta-feira (11), um homem suspeito de assaltar um ônibus na Ribeira foi pego, amarrado pelo pescoço, arrastado pelo pescoço, espancado e baleado.

Exército anuncia primeiro Colégio Militar no estado de SP

 

Fonte: Terra

O comandante do Exército, geral Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, assinou na terça-feira, 9, portaria para a criação do primeiro Colégio Militar de São Paulo, que deve começar a funcionar em 2020.

Liminha chora e revela dificuldade na fala após princípio de AVC

 

Fonte: Famosidades

Liminha falou sobre o atual estado de saúde através de um vídeo divulgado no Instagram, nesta quarta-feira (10). O funcionário do SBT segue internado no hospital São Camilo, em São Paulo.

“Eu tive princípio de um acidente vascular cerebral, mas depois foi constatado que foi um negócio que não sei o nome direito. Estou um pouco com a fala defasada”, disse, emocionado, em um dos trechos da gravação.

O profissional foi hospitalizado após sentir um mal-estar durante as gravações do programa de Silvio Santos, onde trabalha. Por ora, ele segue sem previsão de alta médica. No entanto, ainda não se sabe ao certo o que causou a internação emergencial do famoso.

Apesar da situação delicada, o veterano se mostrou bastante confiante e aproveitou para agradecer o apoio de fãs, familiares e amigos. “Obrigado de todo o coração pelo carinho que eu estou recebendo de vocês. Obrigado pelas orações. Está tudo bem, estou sendo bem monitorado, muito bem tratado”, concluiu.

PT planeja revelar equipe de ministros, diz Jaques Wagner

 

Fonte: Terra

O ex-ministro e ex-governador Jaques Wagner (PT), senador eleito pela Bahia e um dos coordenadores da campanha do candidato à Presidência Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quarta-feira, 10, que nomes de ministros de um governo petista podem ser anunciados antes da eleição.

Marcelo Adnet sofre ameaça de morte após imitar presidenciáveis

 

Fonte: Famosidades

Adnet se mostrou muito assustado durante uma entrevista no “Conversa com Bial”, da TV Globo, na última quarta-feira (10). O humorista contou que chegou a sofrer ameaças de morte por ter feito imitações dos candidatos à Presidência.

“Tive retorno de todo tipo: tem gente que adorou, odiou, me ameaça de morte, de beijo… Disseram que o ‘Adnet bandido da Globolixo fez um áudio para incriminar o candidato Jair [Bolsonaro]’, e não era eu”, contou, referindo-se às fake news divulgadas em setembro envolvendo seu nome.

O comediante relembrou o episódio e revelou qual foi sua atitude diante do ocorrido. “Ouvi o áudio e falei ‘não compartilhem, que isso é falso’. A notícia correu, alguém fez um meme, botou minha cara.”

Sobre a reação do público, ele falou: “Aí os comentários dessas postagens eram: ‘Vou te dar um tiro de 12 na cara’, ‘quando você vier na minha cidade vou te jogar merda’, ‘vou te bater, te pegar’. A gente sabe que a maioria são palavras ao vento, mas aquele 1% vagabundo dá medo”.

Sem papas na língua, Adnet ainda comentou sobre o momento de intolerância que o Brasil atravessa. “As pessoas estão morrendo de verdade pelas suas opções, suas atividades. Hoje o comediante não pode atuar com tranquilidade, tem que ter medo, pois ele é xingado, ameaçado. Um clima muito ruim para a democracia, pois não podemos exercer nossa profissão com tranquilidade. Humor dá problema, não é?”, avaliou.

Mais de 10 partidos anunciaram que ficarão neutros no 2° turno

 

Fonte: G1

Com a confirmação de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, os demais partidos começaram a definir a posição que adotarão no pleito.

No primeiro turno, Bolsonaro obteve 49,2 milhões de votos (46,03%) e Haddad, 31,3 milhões (29,28%). O segundo turno está marcado para o dia 28.

Saiba abaixo quais são as posições adotadas pelos partidos no segundo turno (em ordem alfabética):

DC: O partido de Eymael, que disputou o primeiro turno, decidiu nesta terça por uma posição de neutralidade no segundo turno. Com isso, os filiados estão liberados para votar em qualquer um dos dois candidatos.

DEM: O presidente do DEM, Antônio Carlos Magalhães Neto, divulgou nota nesta quarta-feira (10) anunciando que o partido não apoiará no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto nem Jair Bolsonaro nem Fernando Haddad. O comunicado do DEM destaca que os integrantes da legenda terão liberdade para apoiar quem quiserem. O próprio ACM Neto se manifestou a favor de Bolsonaro.

Novo: O partido, que concorreu no primeiro turno com João Amoêdo, confirmou nesta terça-feira (9) que não vai apoiar nem Bolsonaro nem Haddad. No entanto, a sigla declarou, em nota aos militantes, que é “absolutamente” contrária ao PT, que, segundo o Novo, “tem ideias e práticas opostas às nossas”.

Patriota: O candidato do partido à Presidência da República, Cabo Daciolo, afirmou que não apoiará nenhum dos dois candidatos que disputarão o segundo turno.

PDT: O partido do presidenciável Ciro Gomes, o PDT, anunciou “apoio crítico” a Fernando Haddad a fim de “evitar a vitória das forças mais reacionárias e atrasadas do Brasil”. Na eleição presidencial, Ciro Gomes terminou o primeiro turno em terceiro lugar, com 13,3 milhões de votos.

Podemos: Em nota divulgada nesta quarta, o partido anunciou que permanecerá neutro no segundo turno. A sigla liberou a militância para apoiar, individualmente, qualquer um dos candidatos.

PP: A sigla divulgou um documento nesta terça em que declara que manterá postura de “absoluta isenção e neutralidade” no segundo turno. A legenda integra o chamado bloco do “Centrão” e no primeiro turno do pleito havia participado da coligação do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.

PPL: Em nota divulgada nesta terça, o PPL, que concorreu no primeiro turno com João Goulart Filho, declarou apoio a Fernando Haddad. Filho do ex-presidente Jango, Goulart Filho disse no comunicado que o país corre um “grande risco” diante da possibilidade de Bolsonaro se eleger no segundo turno.

PPS: O presidente do partido, Roberto Freire, anunciou nesta quarta (10) que o partido fará oposição às duas candidaturas por considerar que os dois projetos de governo ‘flertam com didaturas’.

PSB: Neutro no primeiro turno, o partido definiu nesta terça o apoio à candidatura de Fernando Haddad. A cúpula da legenda também resolveu liberar os diretórios regionais de São Paulo e do Distrito Federal, onde os candidatos do PSB, Márcio França e Rodrigo Rollemberg, respectivamente, disputarão o segundo turno ao governo estadual.

PSD: O partido, que apoiou Geraldo Alckmin no primeiro turno, se declarou neutro no segundo turno e liberou os filiados a declararem apoio individual a qualquer um dos dois candidatos.

PSDB: Em reunião nesta terça, a Executiva Nacional do partido, que disputou o primeiro turno com Geraldo Alckmin, decidiu ficar neutro no segundo turno. A cúpula do PSDB, porém, decidiu liberar as direções estaduais da legenda a e os filiados a se posicionarem como quiserem nas unidades da federação.

PSOL: O partido, que disputou o primeiro turno com Guilherme Boulos, declarou que irá apoiar o candidato do PT, Fernando Haddad, no segundo turno. A decisão foi tomada pela Executiva Nacional do partido após reunião na segunda (8).

PR: O líder do partido na Câmara, deputado José Rocha (BA), informou nesta quarta (10) que a legenda decidiu não declarar apoio nem a Bolsonaro nem a Haddad no segundo turno. O PR resolveu liberar seus filiados para manifestarem apoio a quem quiserem. O líder do PR ressaltou que não se trata de neutralidade. “O PR se colocou numa posição de liberar todos os seus representantes. Temos parlamentares que apoiam Bolsonaro e outros, Haddad”, justificou.

PTB: Em nota divulgada nesta terça, o partido anunciou apoio a Bolsonaro. Segundo a nota, as propostas econômicas do candidato do PSL são o principal motivo do apoio.

PRB: O partido decidiu não apoiar Haddad nem Bolsonaro. Informou ter liberado os filiados a votar em quem quiserem, conforme o interesse local.

Rede Sustentabilidade: O partido da candidata derrotada Marina Silva decidiu recomendar aos filiados e simpatizantes “nenhum voto” em Jair Bolsonaro, mas ressalvou que não apoia Fernando Haddad e que será o oposição ao futuro governo, seja qual for o vencedor da eleição.

Solidariedade: Nesta quarta, o partido declarou que ficará neutro na disputa do segundo turno. A sigla liberou os diretórios e seus correligionários a se posicionarem “de acordo com a realidade local dos estados” e orienta o apoio a somente quem “respeitar a Constituição vigente” e “manter o compromisso com a democracia”.

PSC: Em reunião na quarta-feira, a executiva nacional do partido decidiu por unanimidade dar apoio a Bolsonaro. O PSC explicou que defende bandeiras liberais na economia e conservadoras nos costumes e que, por isso, vê as propostas do candidato do PSL como as melhores para o país.

MDB: Na quinta-feira (11), o presidente do partido, senador Romero Jucá (MDB-RR), anunciou que a sigla vai ficar neutra no segundo turno. “Nós não vamos apoiar nenhum dos dois candidatos. Estamos liberando os membros do MDB para votarem de acordo com a sua consciência”, disse Jucá.

Suspeito de assalto é amarrado pelo pescoço, arrastado e morto a tiros em Natal

 

Fonte: G1 RN

Um homem suspeito de assaltar um ônibus foi pego por pessoas, amarrado pelo pescoço, espancado, arrastado pelas ruas da Ribeira e baleado em seguida. O crime aconteceu no início da tarde desta quinta-feira (11), na Zona Leste de Natal. Vítimas do assalto se feriram durante tumulto.

Segundo a Polícia Militar, o crime aconteceu por volta das 12h40. Um homem anunciou o assalto dentro do ônibus da linha 20, da empresa Guanabara, quando o veículo passava ao lado do Teatro Alberto Maranhão. Havia cerca de 30 passageiros no local.

Segundo testemunhas, o motorista abriu as portas do ônibus e houve passageiros tentaram correr ao mesmo tempo e houve tumulto e quedas. Uma mulher teve fratura exposta no pé, ao saltar do veículo, e outra ficou com ferimentos leves.

Ainda de acordo com testemunhas, o suspeito ainda conseguiu correr com duas bolsas, um tablet e outros bens que conseguiu tomar de vítimas, mas foi alcançado por pessoas não identificadas, amarrado pelo pescoço e arrastado por cerca de 800 metros, até ser morto com espancamentos e tiros.

Polícia Federal prende quadrilha que mandava cocaína para Europa em contêineres do Porto do Rio

 

Fonte: G1

A Polícia Federal fez uma operação contra o tráfico internacional de drogas nesta quarta-feira (10) em três estados: Rio de Janeiro, Paraíba e Rio Grande do Norte. A quadrilha enviava a droga para a Europa em contêineres de navios, que já estavam embarcados em cargueiros nos portos. A PF investigava a quadrilha a cerca de um ano.

Até as 14h, nove pessoas haviam sido presas – entre elas, dois estivadores e dois funcionários da MultiRio, concessionária que opera no Porto do Rio. Os agentes fizeram um flagrante no navio na noite desta terça-feira e apreenderam 78 quilos de cocaína que estavam em sete mochilas.

Segundo a polícia, a droga seguiria para o porto de Antuérpia, na Bélgica. A mesma operação prendeu uma pessoa em João Pessoa e o chefe do grupo em Natal.

Segundo o delegado André Santana, a operação foi antecipada – a investigação sobre esta quadrilha detectou uma movimentação na região do Porto. Com um dos presos em Copacabana, foram apreendidos US$ 30 mil.

Em julho, a PF prendeu integrantes de uma quadrilha que também enviava cocaína para a Europa em contêineres negociava em criptomoedas. “principalmente bitcoins”.

“Eles usam essa moeda para receber valores lá fora. É uma forma de burlar o controle da movimentação financeira”, explicou na época o chefe da delegacia de Repressão às Drogas da Polícia Federal, Carlos Eduardo Thome.

Até setembro, a Polícia Federal apreendeu 2,5 toneladas de cocaína este ano no Rio – desse total, duas toneladas iriam para a Europa.

Em todo o Brasil, este ano foram apreendidas 59 toneladas da droga, o que é considerado um recorde pela PF.

“Sou resultado do movimento de luta”, diz 1ª indígena eleita deputada

 

Fonte: Agencia Brasil

Os 8.491 eleitores que votaram na candidata a deputada federal por Roraima Joênia Batista de Carvalho elegeram a primeira mulher indígena para a Câmara dos Deputados, desde que esta foi criada, em 1824 – ano em que a primeira Constituição brasileira foi promulgada, sem qualquer menção à existência e aos direitos dos índios brasileiros. Há 31 anos, desde que o cacique xavante Mário Juruna deixou o Congresso Nacional, em 1987, um índio não era eleito deputado federal.

Aos 43 anos, Joênia Wapichana é pioneira da causa indígena e milita desde 1997, quando se tornou a primeira mulher índia a se formar em Direito, na Universidade Federal de Roraima. Em 2008, tornou-se a primeira indígena a falar no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo a legalidade da homologação dos limites contínuos da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Após isso, viajou para os Estados Unidos, onde fez mestrado na Universidade do Arizona.

“Sou o resultado de sonhos e de investimentos de outras lideranças indígenas que planejaram ver a nós, indígenas, conquistar diversos espaços. Do movimento indígena que luta para conquistar espaços”, disse Joênia à Agência Brasil, nesta quarta-feira (11). “Nada para nós foi fácil. Nem alcançar o reconhecimento de nossa terra; nem eu me formar na faculdade de Direito; nem fazer uma defesa no STF e, muito menos, assumir este espaço tão importante e necessário no Congresso. Se sou uma pioneira, é graças aos povos indígenas, ao nosso movimento e aos esforços de cada povo e pessoa que acreditou nisso.”

Ao lutar pela demarcação das terras indígenas e pelo desenvolvimento sustentável destas reservas, Joênia decidiu disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados ao constatar a necessidade dos povos indígenas se fazerem representados no Congresso. Filiou-se à Rede Sustentabilidade e fez campanha com pouco mais de R$ 170 mil: do Fundo Partidário, recebeu R$ 150 mil; os outros cerca de R$ 22 mil vieram de apoiadores “índios e, principalmente, não-indígenas” que contribuíram por meio de um site de financiamento coletivo. Ao conceder esta entrevista, por telefone, Joênia estava às voltas com a burocracia da prestação de contas ao Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR).

Candidaturas indígenas

A vitória da advogada foi fruto de um movimento em prol do lançamento de candidaturas indígenas comprometidas com propostas de políticas públicas capazes de assegurar os direitos dos índios, como o direito à terra, à gestão sustentável de seus territórios, à saúde, à diferença entre outros. A proposta foi apresentada durante plenária do Acampamento Terra Livre 2018, no fim de abril, em Brasília.

“As candidaturas não são pela busca do prestígio e sim para conseguir igualdade de oportunidades, para decidir sobre as vidas indígenas, para discutir e decidir o que é melhor para o povo”, disse, na ocasião, Sônia Bone Guajajara, que foi candidata à vice-presidência da República pelo PSOL. Após a eleição de Joênia, a Fundação Nacional do Índio (Funai) divulgou uma reportagem em que afirma que o resultado representa uma conquista não só “para os povos originários, mas para todas as mulheres do Brasil”. A representante indígena é uma das 77 mulheres eleitas para a Câmara dos Deputados – número que representa apenas 15% do total de 513 deputados federais com assento no Congresso.

“Estou muito feliz e ciente da responsabilidade. Neste cenário político, é necessário e importante os povos indígenas estarem representados no Congresso Nacional”, afirmou a futura deputada, prometendo atuar para além da defesa dos interesses indígenas. “Vou levantar a bandeira dos povos indígenas, mas também a defesa dos direitos coletivos no sentido mais amplo; dos direitos sociais, como educação, saúde, segurança, meio ambiente e cultura”, acrescentou Joênia, destacando a importância de os parlamentares fiscalizarem a aplicação dos recursos públicos pelo Poder Executivo como forma de combate à corrupção e a má-utilização das verbas disponíveis.

Propostas

Entre os projetos que pretende encampar tão logo assuma, em fevereiro de 2019, Joênia cita o Estatuto dos Povos Indígenas, “engavetado há vários anos”, e propostas que tragam melhorias para as comunidades indígenas, com ênfase em políticas públicas que promovam a autonomia feminina e a sustentabilidade das atividades tradicionais. “Muitas mulheres são as únicas responsáveis por suas famílias. É preciso empoderá-las por meio de políticas públicas que as incluam em projetos de gestão do território indígena e dos recursos naturais disponíveis. Hoje, por exemplo, há poucos programas de incentivo à agricultura indígena, atividade da qual as mulheres indígenas participam diretamente”

Ao afirmar que recebeu muitos votos de não-índios, a advogada também cita a importância de uma solução que garanta o abastecimento energético para Roraima – único estado não interligado ao sistema nacional e que depende da energia fornecida pela Venezuela – e a reforma política.

“Não vai ser fácil nosso trabalho. Vivemos um momento crítico, em que garantias constitucionais estão em risco. Não só para os povos indígenas, cujo direito de terem suas terras demarcadas e protegidas é descumprido, mas para os direitos sociais em geral. Há uma forte tentativa de emplacar retrocessos e isso afeta a todos os cidadãos”, critica a advogada, ao se posicionar contrariamente ao teto para os investimentos públicos por 20 anos, que condiciona o aumento das despesas do Governo Federal à inflação.

Para a deputada, o fim dos conflitos por terras entre índios e não-índios só será alcançado com a demarcação das áreas reivindicadas cujos estudos antropológicos comprovarem se tratar de terras tradicionais indígenas. “Tem que concluir todos os levantamentos fundiários pendentes; fazer com que as partes compreendam a importância disso; indenizar quem tiver direito a ser indenizado e reafirmar os procedimentos legais demarcatórios, já que coloca-los em dúvida só aumenta a insegurança jurídica, tanto para as comunidades indígenas, como para as comunidades não-indígenas. A demora da conclusão destes processos é o que gera violência”, concluiu Joênia.